Queenstown e o meu primeiro dia na Nova Zelândia

Um pouco sobre Queenstown

Quando eu penso em Queenstown, lembro de algumas das paisagens mais lindas que eu tive o privilégio de ver na vida. Essa cidade incrível está localizada na Ilha Sul da Nova Zelândia e fica bem de frente para o Lago Wakatipu. Ao fundo, a paisagem fica emoldurada por montanhas (conhecidas por “The Remarkables”) que, em boa parte do ano, possuem neve no topo e deixam aquela vista ainda mais surreal.

Cerca de vinte mil pessoas moram em Queenstown, sendo que muitos são brasileiros que trabalham prestando serviços, principalmente no ramo da hotelaria e em restaurantes. A cidade também foi apelidada, carinhosamente, de “A capital dos esportes radicais”. E não é por menos, já que em uma visita à cidade você pode fazer bungee jumping, paraquedas, parapente, rafting, navegar em barcos turísticos que chegam a 100km/h e por aí vai…

Claro que desfrutar de tantas atrações depende de dois fatores importantes: clima bom e dinheiro. Tivemos a sorte de o clima estar perfeito nos dois primeiros dias em que chegamos a Queenstown, então conseguimos aproveitar todas as atividades ao ar livre que tínhamos programado. Além disso, é fundamendal fazer um planejamento financeiro antes de ir à cidade, pois os passeios são caros. Pesquise quais que mais lhe interessam e já programe previamente quanto pretende gastar dentre tantas opções.

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Queenstown: uma das cidades mais lindas do mundo

Entenda onde fica Queenstown

No mapa abaixo, eu marquei Queenstown em roxo. Ela fica bem ao sul da Ilha Sul. Christchurch, que é outra cidade bastante visitada no país, está marcada em verde. Auckland e a capital do país, Wellington, ficam na Ilha Norte e estão marcadas em amarelo.

Lago Wakatipu

Como chegar à cidade?

Você pode chegar a Queenstown de duas formas: voando ou dirigindo a partir de outra cidade da Nova Zelândia. Optamos por pegar um vôo direto de Auckland porque sabíamos que a chegada ao aeroporto da cidade era uma atração por si só. E não deu outra: lá de cima vimos vulcões, aquele mar de um azul incrível e as montanhas que decoram toda a costa oeste da Ilha Sul.

Na aterrissagem, o avião passa bem pertinho das montanhas nevadas e olhar tudo aquilo pela janela garante um suspiro atrás do outro. O aeroporto da cidade também é pequeninho, mas muito organizado (como tudo no país). Ali você vai encontrar o essencial para começar a viagem. Além de lojinhas de souvenir, você vai poder reservar passeios, alugar carro e comprar chip com plano de dados para o celular.

Comprando chip para celular em Queenstown

Uma das nossas preocupações era o uso da internet na Nova Zelândia. Eu tinha lido alguns relatos de que, em algumas regiões, não havia sinal de celular e que a internet teria tráfego de dados limitado. Pesquisei por empresas confiáveis e optei por procurar o quiosque da Vodafone quando chegasse ao aeroporto.

A Vodafone possui uma loja bem próxima a uma das saídas do aeroporto. O atendimento foi rápido e o funcionário nos explicou sobre todos os planos, nos ajudando a escolher o que mais se adequava à nossa viagem. Escolhemos um plano pré-pago com 3GB de tráfego de internet e ligações para a Nova Zelândia, que custou NZD49,00. Já saímos de lá com o chip instalado e funcionando!

Durante a viagem, percebemos que muitas cidades da Nova Zelândia possuem Wi-Fi gratuito no centro. Conectamos gratuitamente, ainda, em diversos restaurantes, o que ajudou a economizar muito os nossos dados. Como última alternativa, também tínhamos a opção de adquirir mais dados na Vodafone, via SMS, caso nossa internet fosse toda consumida. É mais ou menos como funcionam os planos pré-pagos no Brasil.

Alugando carro na Nova Zelândia

Depois de muito pesquisar, decidimos alugar o nosso carro na Apex Car Rentals. Os carros oferecidos pela empresa não eram muito novos, com modelos de aproximadamente 2013 ou 2014, mas com um ótimo custo-benefício. A Apex, além de popular, também é pequena, se comparada a outras que alugam carro no país. Durante a viagem, vimos diversos carros circulando pelas ilhas com o adesivo da empresa na parte traseira.

No site, é possível ver todas as opções de carros disponíveis. Eles vão de compactos a intermediários, caminhonetes e vans. Como sabíamos que, na Nova Zelândia, iríamos dirigir na mão inglesa, garantimos que o nosso carro fosse automático. Também nos certificamos que o carro seria grande o suficiente para as nossas malas e, principalmente, que tivesse quilometragem livre.

Em relação ao seguro do carro, optamos por contratar o “Zero Excess”. Com essa opção, nos isentamos de qualquer custo com eventuais danos causados no carro durante a viagem. Com o Zero Excess, não é preciso deixar nenhum cartão de crédito como garantia e, ainda, está inclusa assistência rodoviária 24 horas por dia. Ela é basicamente uma central de atendimento que você pode recorrer se acontecer alguma falha não mecânica no carro, como falta de combustível, perda de chaves etc.

Assim que concluí a reserva no site, recebi por e-mail um voucher para imprimir e apresentar na retirada do carro, quando seria feito o pagamento integral. Eles também informaram como encontrar a agência quando eu chegasse a Queenstown e onde deveria devolver o carro no aeroporto de Christchurch. Para completar, a Apex ainda enviou um arquivo PDF com informações sobre regras de trânsito na Nova Zelândia e instruções para quem não está acostumado com a mão inglesa.

Queenstown lifestyle
Como foi a retirada do carro no aeroporto de Queenstown?

A Apex havia informado que a agência não fica dentro do aeroporto de Queenstown. Chegando lá, teríamos duas opções: ligar e solicitar o shuttle gratuito ou caminhar por 5 minutos até a empresa. Estávamos tão cansados dos últimos vôos que optamos por ligar e solicitar o shuttle. Esperamos por poucos minutos em frente ao aeroporto e, instantes depois, já estávamos retirando o carro. Tudo muito organizado, nós adoramos!

Onde se hospedar em Queenstown?

Queenstown é uma cidade pequena, sem prédios altos e com muitas casas ao redor do Lago Wakatipu. A maior parte dos restaurantes e atrações estão no centro da cidade. Ao escolher o hotel, optamos por estar o mais próximo possível dali para poder caminhar até o centro tranquilamente. Queenstown é lindíssima e muito agradável para passear a pé, então não dependa de carro para tudo na cidade!

Nos hospedamos no Queenstown Motel Apartments (avaliações no Trip Advisor aqui), com o melhor custo-benefício que encontramos. O que eu mais gostei no hotel é que ele possui alguns quartos com vista para o lago e está a menos de dez minutos a pé do centro. Apesar de o sinal da internet falhar de vez em quando, a experiência foi boa e eu voltaria a me hospedar lá.

Nosso roteiro pela Nova Zelândia

Queenstown foi a nossa primeira parada em um roteiro de quatorze dias pela Nova Zelândia. Usamos a cidade como base para três dias de passeios, incluindo um bate-e-volta a Milford Sound. É a partir de Queenstown que saem diversos passeios pela região e preferimos ficar ali o máximo possível para evitar trocar de cidade com tanta frequência.

No mapa abaixo, nosso roteiro pela Ilha Sul está marcado em amarelo. Na Ilha Norte, os pontos de parada estão em roxo. Embora exista a opção de ir de uma ilha à outra de carro, optamos por fazer o transporte de avião, principalmente para otimizar o nosso tempo. A companhia aérea Air New Zealand é excelente, pontual e tem aviões novinhos. Uma dica é procurar passagens no site Grab a Seat, com preços MUITO abaixo do que o site oficial da empresa.

Apaixonados por Queenstown

O nosso primeiro dia em Queenstown

Chegamos à cidade em torno das 9h30min, exaustos depois de viajar por mais de trinta horas desde o Brasil. Depois de comprar o chip para o celular e alugar o carro, conseguimos fazer o check in no hotel com duas horas de antecedência. A cidade nos recebeu com um dia maravilhoso e o clima estava perfeito para caminhar pela cidade!

Chegamos ao centro em menos de dez minutos e decidimos almoçar no Devil Burger. O restaurante tinha um ambiente aconchegante e música boa, sem contar que o hambúrguer era uma delícia! Eles também vendiam copos de cerveja e foi ali que provamos pela primeira vez a Speight’s, uma das mais comuns no país.

Conhecendo o centro da cidade

Depois de almoçar, caminhamos até o Lago Wakatipu e ficamos observando os patinhos e as pessoas tomando sol. Muitos compram almoço em algum restaurante ao redor e sentam às margens do lago para comer. É realmente um programa obrigatório em Queenstown passar um tempo nessa parte da cidade. Ali você também vai encontrar banheiros públicos limpos e Wi-Fi gratuito.

No centro, fomos a uma das filiais do famoso Patagonia Chocolates. Todas as opções de comer e beber são maravilhosas e você vai encontrar, principalmente, café, chocolate quente, sorvete e chocolate. Embora o cheirinho lá dentro estivesse muito convidativo, decidimos pedir um chocolate quente para tomar em frente ao lago. É delicioso, não deixe de provar!

Skyline Gondola e a vista mais linda da cidade

Depois fomos ao que talvez seja o lugar mais legal para visitar na cidade, a Skyline Gondola. É lá que o teleférico mais íngreme do hemisfério sul leva os visitantes para o topo do Bob’s Peak, a 450 metros acima de Queenstown e do Lago Wakatipu. No topo da montanha, há diversão garantida para toda família, além de um restaurante e lojinhas de souvenir. Suba em um dia de céu limpo e tenha certeza que será uma das suas vistas mais lindas da Nova Zelândia.

A gôndola abre todos os dias da semana e você pode subir no topo das 9 horas às 20:45. A última descida acontece quando o restaurante fechar. O preço para você somente utilizar a gôndola é de 35NZD por pessoa. Antes de ir, pesquise quais atrações lhe interessam e compre o ingresso combinado com a gôndola, que acaba saindo mais barato. Nós compramos o ingresso que incluía a gôndola + 5 Luge Rides, que é um carrinho muito divertido.

Compramos o ticket no site oficial e assim evitamos uma das filas quando chegamos à gôndola. Também tivemos que mostrar a reserva impressa e o cartão de crédito utilizado para fazer a compra online. Outra vantagem em comprar o ingresso pelo site é que você pode utilizá-lo em qualquer dia, no prazo de seis meses após a data da compra. Para ver o preço de todos os combos, consulte o site oficial.

Os carrinhos Luge

O Luge é um carrinho de rolimã super divertido que fica no topo da Skyline Gondola. São duas pistas para andar e a primeira é obrigatória para os que estão se aventurando pela primeira vez. Depois de completá-la, você estará liberado para andar na segunda pista, que é cheia de túneis, curvas e vistas lindas de Queenstown. Nós compramos o combo com direito a cinco vezes no carrinho e saímos de lá querendo andar mais vezes!

Antes de ir, você deve colocar um capacete que é disponibilizado gratuitamente no local. Alguns deles possuem encaixe para a GoPro, então leve um adaptador da câmera para o capacete para filmar e fotografar a decida. No local, também há um locker pago para deixar mochila, bolsa e outros objetos que podem atrapalhar durante o passeio. Logo em seguida, é só pegar um teleférico para chegar às pistas do Luge.

Voando de paragliding pela primeira vez!

Lá do topo da Skyline Gondola também saem vôos de paragliding quando o clima está bom. Comprei o ingresso por 219NZD em um quiosque da empresa GForce e agendei o passeio para às 16:30, que seria o último do dia. No horário marcado, me encontrei com dois instrutores e outra pessoa que saltaria no mesmo horário que eu. Subimos no teleférico do Luge e depois caminhamos por cerca de 15 minutos até chegar ao local do salto.

Lá em cima, o instrutor abre o parapente na grama e coloca todo o equipamento de segurança na gente. Eles fornecem, inclusive, um capacete e luvas grossas para segurar nas cordas e não machucar as mãos. Na hora do salto, basta correr com o guia para o ar encher o parapente e, assim, conseguirmos voar. Ao contrário do paraquedas, o paragliding desce suavemente e o instrutor vai controlando a direção do vôo até chegar ao chão. Eu quase nem senti a descida, de tão suave e linda que foi!

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